E eu pensando que demoraria uns 2 meses pra voltar aqui e escrever...
As palavras quase que saltam da minha boca pra dizer tudo o que tenho vontade, mas me contenho, eu que mando em mim.
Eu que dito as regras do que falo, quando falo, pra quem falo.
Mentira.
É que adoro ser enganada, e quando eu mesma me engano não tenho em quem por a culpa depois.
Essa história de enganação já virou vício, e hoje me engano quando me faço de durona, quando finjo não estar morrendo de amores, por alguém que um dia me 'matou' pelo mesmo motivo.
É que sou meio gata, e tenho sete vidas. Talvez vinte e sente. (risos)
A verdade é que sempre que quis esconder de mim, eu te encontrava aqui dentro. E todas as vezes em que fugia de você, te encontrava em cada canto do meu eu.
Tentava não pensar, e pensava. Tentava não lembrar e te lembrava.
Sempre assim.
Simples assim.
É que te encontrando em mim, acabei encontrando também um estado de espírito que eu procurava a muito, e não havia encontrado.
Sem esses clichês de que você é minha alma gêmea, ou minha metade e bla bla bla de gente apaixonada.
O que eu sinto já amadureceu, e tá longe de ser paixão.
Isso até parece amor.
Fixou no que eu fui, e no que eu sou. Nos fundimos, e você se tornou a melhor parte de mim.
Sem enganações e armaduras no coração.
Resolvi pagar pra ver/sentir/viver a intensidade de ser um, em dois.
Resolvi experimentar a loucura de me doar, e te encontrar em mim.
Resolvi gramaticar a vida, e fazer do meu singular um plural colorido.
Não sou boa com poesias, e sempre que tento escrever algo 'inho' fica ácido e sincero até o último perfume das memórias frescas de um nós construído entre lágrimas.
Mas é que tenho vinte e poucos anos, vinte e sete vidas, e nem todas as lágrimas choradas, foram suficientes pra apagar a vida que você trouxe pra mim.
É...
...Te encontrei.
Me encontrou.
Nos encontramos.
E sem enganações.
Eu te amo!
Porque essa capacidade, infinita, de se encantar com as belezas da vida, carece de um Canto específico.
domingo, 9 de junho de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Desenho
Vem cá. Me empresta este teu lápis, lapiseira, caneta ou o que você tiver no estojo?!
Me ajuda a traçar como você faz lindamente nas folhas em branco?
Minha intimidade é com as palavras e pra você entender que te quero, e preciso de você, vou ter que desenhar.
Acontece que, eu não tenho esse dom, e tenho medo do tempo estragar os traços já feitos por nós.
Se quiser, senta aqui do meu lado.
Pega na minha mão, e faz esses traços comigo novamente?
Pinta esses desenhos comigo?
É que eu posso pintar tudo de uma cor só, e pensei, como você sempre colore meus dias, pudesse não somente desenhá-los, mas pintá-los também.
Você sabe... Não tenho firmeza nenhuma, e o lápis tende a cair e quebrar todo o grafite dele.
Quebrar tudo o que restou.
Falando em segurar minha mão...
...Se puder, e quiser, pode segurá-la também para atravessar as ruas.
Sua mão na minha, passa confiança pra enfrentar qualquer semáforo aberto.
Qualquer impendimento que ousar tentar me parar, ou me atropelar nas ruas da vida.
Esse amor cinza, parado, esperando o tempo certo pra ser colorido, ou atravessar os obstáculos da rua/vida já encheu o saco.
E eu já estou a ponto de esquecer essa história de desenhos, traços e cores, e mudar de arte.
Já tô a ponto de procurar outras histórias, e fazer barquinhos de papel com nossas artes, pra colocar no rio que corta o quintal de casa.
Ei.
Se não puder segurar minha mão, avisa?!
Que eu volto a só escrever, e deixo a fixa cair de que realmente não sirvo pra desenhos. Muito menos coloridos.
Arrumo uma tinta, concluo os esboços de qualquer jeito, e espero por mãos firmes dispostas a segurar as minhas, se por acaso eu voltar a querer desenhar pra alguém entender.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Me devolve pra mim?
Dá licença que eu vou ali ser eu um pouquinho, porque cansei desse personagem que deram pra eu representar.
Cansei de depender.
Cansei de precisar.
Onde é que foi parar minha auto-suficiência?
Você deve ter levado com você quando decidiu sair da minha vida, quando decidiu ir sozinho e soltou da minha mão.
Olhe nos seus bolsos se por um acaso, assim, sem perceber você levou minha vontade de viver.
Olhe ai no meio das coisas que eu te dei, se minha auto-estima está no meio. Eu devo ter te entregado junto aos ursinhos, junto às 'boa noites' desejadas pra ti.
Olhe no seu armário, se minha personalidade perfeitamente medida, não está no meio de suas bagunças.
Procure no cesto de roupas pra passar, se meu amor próprio não está lá.
Procure no meio dos seus livros, se as respostas sempre prontas a dar, não estão impregnadas por entre as páginas, junto com aquela flor que te dei num domingo, lembra?
Você disse que a guardaria no meio de um dos seus livros preferidos.
Aproveita, e procura no meio desse livro, todos os 'eu te amo' que eu ouvi de você.
Assim, pra eu lembrar de como era bom acreditar neles.
Só pra eu ter o gostinho de ser enganada mais uma vez.
Pra eu me lembrar de como me permiti ser levada por você...
Dê uma olhada no seu computador, vê se encontra os anexos que te enviei dizendo o quanto você me passava confiança. O quanto eu amava ter em quem confiar, uma vez que a vida já havia me mostrado que não deveria mais o fazer.
Me faz um favor?
Procura na sua geladeira, aquela caixa de bom bons que eu tanto amava. É fácil de encontrar, ta escrito na caixa que 'você foi minha prioridade por todo aquele tempo'.
Esqueci de te falar...
...Encima do fogão, deixei seu prato preferido, todos os meus sorrisos bobos de quando me ligava pra dizer que estava com saudade.
Mas ó, não coma tudo de uma vez, eles podem te engasgar e fazer sua noite terminar umedecida por lágrimas.
Sem querer abusar da sua boa vontade, me devolve pra mim?
É que quando você foi, eu esqueci de me pegar de volta, e eu to fazendo uma falta danada aqui.
Agora, dá licença?
Que eu vou ali ser eu um pouquinho, porque cansei desse personagem que deram pra eu representar.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Tempo...
"Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara" ♪♫
Por um tempo quis que o tempo passasse rápido, pra que eu ficasse adulta, independente, e realizasse todos os meus sonhos de menina.
Sonhos de menina crescida... Ser bem sucedida financeiramente, viajar o mundo, etc e etc...
Por um tempo, vivi como se tivesse crescido tudo o que tinha pra crescer, como se adulta já o fosse. De personalidade forte, não me importando para nada nem ninguém. Muito menos para o que pensassem à meu respeito.
Não acreditava em contos de fadas, nem tinha paciência para ler livros e livros como as meninas da minha idade faziam.
Nunca gostei de sagas, muito menos 'Crepúsculos', nunca havia parado para ver que cor o céu ficava antes de cair a noite...
Nunca havia parado pra ver a cor dos meus olhos, os da alma, os do coração, muito menos dos meninos que ousassem cruzar meu caminho.
E ai de quem ousasse cruzar, e parar à minha frente...
Os atropelava sem exitar, sem pensar duas vezes.
Sim, porque quem ousaria me fazer parar?
Quem ousaria me fazer olhar pra mim?
Quem ousaria parar meu relógio?
Quem ousaria parar na minha vida agitada?
Quem me impediria de crescer?
Quem me impediria ter? (Ter em mãos os meus sonhos aparentemente abstratos e distantes).
Eu queria mesmo era fazê-los concretos e presentes.
Quem diria que o presente (tempo) me faria experimentar parar meu tempo, e ser presente pra alguém?!
Muito menos ter um presente, que não fosse nada do que eu havia pensado ser o melhor pra mim...
É vida, obrigada por me puxar o tapete, e por me fazer cair sentada, e me impossibilitar de locomover-me.
Mover-me de volta aos meus projetos.
Mover meu tempo, mover os ponteiros do meu relógio...
"Será que me faltou tempo pra perceber?" ♪♫
Será que me faltou alma?
Será que me faltou coragem?
Será que me faltou, presença, presente?
Será que me faltou paciência?
Não sei o que me faltou, ou sei e prefiro não falar, não pensar.
Mas sei o que hoje me falta.
Aqueles olhos verdes, que mais pareciam dois faróis a iluminar minha alma, meus crepúsculos, minhas noites...
E mais, os raios daquele olhar me fizeram parar.
Hoje não vivo o presente, muito menos o futuro. Me prendi como se houvesse uma máquina que o pudesse parar.
Mas na verdade ele não parou, eu que deixei de me movimentar com os ponteiros dos meus relógios.
E que falta aqueles ponteiros parados me fazem.
Que falta aquele abraço eterno me faz.
Que falta aqueles lábios rosados me fazem nos 'amanheceres' em que desperto.
Que falta me faz despertar deitada em teu peito protetor.
Hoje, queria parar no tempo ontem...
Ante ontem...
No dia em que nos conhecemos...
No dia em que nos amamos...
No dia em que paramos os ponteiros e esquecemos dos meus planos mirabolantes da vida.
Parar o tempo, um minuto antes de tudo escorrer por entre meus dedos, nossos dedos.
A culpa do relógio ter voltado a funcionar não foi somente minha...
"Tempo, tempo, tempo, tempo, entro num acordo contigo." ♪♫
Com o tempo e com o dono dos olhos mais verdes e mais lindos que vi, com o dono do melhor abraço, e melhor beijo já experimentados por meus lábios.
"Será que temos esse tempo pra perder?"♪♫
Será que os ponteiros nos esperam?
Eles, assim como eu, 'esperam' que você se decida por mim!
Tarde demais? Não.
Nunca é tarde, dependendo do relógio que seguro ou seguras, pra você pode ser 00:00 h. Mas para mim, o dia ainda está na metade (12:00 h).
E para mim, vai ser sempre tempo, de voltar atras, 'parar o tempo' e fazer um 'novo fim' ao teu lado.
Um novo início de dia juntos...
Vamos parar nossos relógios e começar tudo de novo?
Tik Tak Ti...
domingo, 31 de março de 2013
Devolvendo o 'Eu te amo'
É... parece que nos devolveram o 'Eu-te-amo'...
Haviam roubado dos meus lábios, e do meu coração essa frase, parecia que nunca mais seria capaz de dizê-la novamente.
Por medo, ou, porque simplesmente me fizeram acreditar que o amor era um erro, era feio, era mau, e dizê-lo era assinar minha sentença de morte.
E sim, por um tempo estive morto. Morre-se sempre que matamos o amor dentro de nós.
Não é assim, não tem que ser assim.
Amar deveria nos trazer sorrisos, de canto a canto do coração.
Mas, por um tempo o 'amor errado' me arrancou todos eles, e foi embora levando de mim a forma de expressá-lo.
Sempre que tentava dizê-lo, ele parava na garganta, e eu o engolia novamente.
Engolia na frente das pessoas e o vomitava em casa.
'Vomitava' o amor que ficou por dizer, nos pratos de brigadeiro, nas músicas altas no PC...
O vomitava como mau-humor... Parecia que havia o engolido, como se engole um remédio amargo quando criança. Na marra.
E como esse remédio, ele descia amargo, doído, ruim.
Descobri que amores devem ser ditos e expressados.
Descobri quando desenvolvi uma 'bulimia do coração'.
Nem os psicanalistas conhecem (inventei essa doença agora).
Na verdade ela me descobriu primeiro, antes que eu a conhecesse.
A descobri no momento em que disse um 'eu te amo' sem culpas, sem mortes.
Na simplicidade dessas três palavras, que te libertam e trazem a saúde do coração.
Eu te amo.
Não da forma de antes, hoje é diferente.
É livre, sem medo.
Sem culpas.
Sem cobranças.
Eu te amo, porque te amo, e ninguém tem nada com isso!
Nem eu mesma, não sei por que motivo eu te amo.
Eu te amo e a culpa é sua.
Só sei que sinto, e que posso/devo lhe dizer.
Estou sendo prolixa, como sempre o sou.
Mas não faz mal, o que importa aqui, é que a 'bulimia do coração' passou.
Hoje eu o digo, com todas as letras e tons.
Eu te amo! E ponto.
Haviam roubado dos meus lábios, e do meu coração essa frase, parecia que nunca mais seria capaz de dizê-la novamente.
Por medo, ou, porque simplesmente me fizeram acreditar que o amor era um erro, era feio, era mau, e dizê-lo era assinar minha sentença de morte.
E sim, por um tempo estive morto. Morre-se sempre que matamos o amor dentro de nós.
Não é assim, não tem que ser assim.
Amar deveria nos trazer sorrisos, de canto a canto do coração.
Mas, por um tempo o 'amor errado' me arrancou todos eles, e foi embora levando de mim a forma de expressá-lo.
Sempre que tentava dizê-lo, ele parava na garganta, e eu o engolia novamente.
Engolia na frente das pessoas e o vomitava em casa.
'Vomitava' o amor que ficou por dizer, nos pratos de brigadeiro, nas músicas altas no PC...
O vomitava como mau-humor... Parecia que havia o engolido, como se engole um remédio amargo quando criança. Na marra.
E como esse remédio, ele descia amargo, doído, ruim.
Descobri que amores devem ser ditos e expressados.
Descobri quando desenvolvi uma 'bulimia do coração'.
Nem os psicanalistas conhecem (inventei essa doença agora).
Na verdade ela me descobriu primeiro, antes que eu a conhecesse.
A descobri no momento em que disse um 'eu te amo' sem culpas, sem mortes.
Na simplicidade dessas três palavras, que te libertam e trazem a saúde do coração.
Eu te amo.
Não da forma de antes, hoje é diferente.
É livre, sem medo.
Sem culpas.
Sem cobranças.
Eu te amo, porque te amo, e ninguém tem nada com isso!
Nem eu mesma, não sei por que motivo eu te amo.
Eu te amo e a culpa é sua.
Só sei que sinto, e que posso/devo lhe dizer.
Estou sendo prolixa, como sempre o sou.
Mas não faz mal, o que importa aqui, é que a 'bulimia do coração' passou.
Hoje eu o digo, com todas as letras e tons.
Eu te amo! E ponto.
'Tiritas pa este corazón partío'
É estranho quando você olha pro caminho da vida em que percorreu, e se percebe um 'band aid', um curativo para os machucados alheios.
E não foi diferente em nenhum dos relacionamentos experimentados por mim.
Em todos eles eu o fui, um simples "Tiritas pa corazón partío".
As pessoas chegam na sua vida, você permite que elas entrem, fiquem a vontade, tirem os sapatos, pendurem os casacos na entrada. E de repente, pegam suas respectivas coisas e saem. Ou, ficam e continuam a vontade, mas, te usam como um curativo para a dor delas.
Até que ponto é justo isso?
Até que ponto vale a pena participar da vida de alguém?
Ate que ponto vale a pena permitir que entrem na sua vida, e fiquem à vontade delas?
Até que ponto vale a pena viver um con-viver?
Talvez seria melhor ser 'ilha' ?
Mas eu suportaria ser uma 'ilha' ?
Até que ponto vale a pena ir curando os machucados de todos?
Mas e os meus machucados, quem cura?
Enquanto eu me importo com todos, quem se importa comigo?
Quem se importa, se meus machucados ainda sangram?
Quem se importa se minhas feridas ainda estão abertas?
Quem se importa por que meus machucados não cicatrizam?
Quem se importa?
Será que não é a hora de ser 'egoísta' e pensar um pouco mais em mim? Ou, totalmente em mim?
Vale mesmo a pena se anular para um outro?
Vale a pena ser 'band aid'?
Já parou pra pensar se os 'band aid's gostam de ser isto?
Já parou pra pensar, que eu posso ter muitas outras coisas a ser/doar em mim do que simplesmente curar feridas alheias?
O fato é que cansei de ser "Tiritas pa corazón partío" seja la de quem for.
Vou ser meu próprio curativo, e ir curando as feridas, e as marcas que outros deixaram impressos em mim.
O fato é que os 'band aid's são usados, e não podem ser reaproveitados, e então são jogados na lata de lixo, pra depois entrar em decomposição em um 'aterro sanitário' qualquer.
Eu 'band aid', não quero mais ser jogada no 'lixo', muito menos me decompor depois de curar feridas alheias.
Cansei de me decompor, e ter que compor, recompor a cada pessoa que entra, a cada ferida que 'eu cure'.
Hoje me recomponho como pessoa importante para mim mesma.
E quem vier a entrar nesse lar/vida e quiser ficar a vontade, que venha, que entre, que tire...
Tire os sapatos, os casacos, os chapéus, e tudo que for de excesso e venha a incomodá-lo do lado de dentro.
Mas que, tirando-os deixe também na porta, suas feridas, machucados sangrentos e infeccionados.
Entre como sendo um 'band aid' disposto a se importar com as minhas feridas.
'Band aid' sim, porém diferente dos demais.
Não tenho o costume de descartar coisas/pessoas da minha vida com tanta facilidade; (a não ser que queira ir.)
Saiba que sendo curativo para mim, sempre haverá um espaço em minha vida para ti. Não o jogarei em uma 'lata de lixo' qualquer...
Mas quer saber... Não precisa nem curar-me, apenas seja.
Seja companhia genuína para meu coração, que o sendo, já vai estar curando-o das feridas causadas pelas ausências/presenças alheias.
Companhia que cura? 'Band aid' pra alma!
Companhia verdadeira = a alma sarada.
Seja meu 'band aid'...
Entre, sente-se, tome um café comigo, seja companhia pro meu coração.
"Tiritas pa este corazón partío" ?
...
E não foi diferente em nenhum dos relacionamentos experimentados por mim.
Em todos eles eu o fui, um simples "Tiritas pa corazón partío".
As pessoas chegam na sua vida, você permite que elas entrem, fiquem a vontade, tirem os sapatos, pendurem os casacos na entrada. E de repente, pegam suas respectivas coisas e saem. Ou, ficam e continuam a vontade, mas, te usam como um curativo para a dor delas.
Até que ponto é justo isso?
Até que ponto vale a pena participar da vida de alguém?
Ate que ponto vale a pena permitir que entrem na sua vida, e fiquem à vontade delas?
Até que ponto vale a pena viver um con-viver?
Talvez seria melhor ser 'ilha' ?
Mas eu suportaria ser uma 'ilha' ?
Até que ponto vale a pena ir curando os machucados de todos?
Mas e os meus machucados, quem cura?
Enquanto eu me importo com todos, quem se importa comigo?
Quem se importa, se meus machucados ainda sangram?
Quem se importa se minhas feridas ainda estão abertas?
Quem se importa por que meus machucados não cicatrizam?
Quem se importa?
Será que não é a hora de ser 'egoísta' e pensar um pouco mais em mim? Ou, totalmente em mim?
Vale mesmo a pena se anular para um outro?
Vale a pena ser 'band aid'?
Já parou pra pensar se os 'band aid's gostam de ser isto?
Já parou pra pensar, que eu posso ter muitas outras coisas a ser/doar em mim do que simplesmente curar feridas alheias?
O fato é que cansei de ser "Tiritas pa corazón partío" seja la de quem for.
Vou ser meu próprio curativo, e ir curando as feridas, e as marcas que outros deixaram impressos em mim.
O fato é que os 'band aid's são usados, e não podem ser reaproveitados, e então são jogados na lata de lixo, pra depois entrar em decomposição em um 'aterro sanitário' qualquer.
Eu 'band aid', não quero mais ser jogada no 'lixo', muito menos me decompor depois de curar feridas alheias.
Cansei de me decompor, e ter que compor, recompor a cada pessoa que entra, a cada ferida que 'eu cure'.
Hoje me recomponho como pessoa importante para mim mesma.
E quem vier a entrar nesse lar/vida e quiser ficar a vontade, que venha, que entre, que tire...
Tire os sapatos, os casacos, os chapéus, e tudo que for de excesso e venha a incomodá-lo do lado de dentro.
Mas que, tirando-os deixe também na porta, suas feridas, machucados sangrentos e infeccionados.
Entre como sendo um 'band aid' disposto a se importar com as minhas feridas.
'Band aid' sim, porém diferente dos demais.
Não tenho o costume de descartar coisas/pessoas da minha vida com tanta facilidade; (a não ser que queira ir.)
Saiba que sendo curativo para mim, sempre haverá um espaço em minha vida para ti. Não o jogarei em uma 'lata de lixo' qualquer...
Mas quer saber... Não precisa nem curar-me, apenas seja.
Seja companhia genuína para meu coração, que o sendo, já vai estar curando-o das feridas causadas pelas ausências/presenças alheias.
Companhia que cura? 'Band aid' pra alma!
Companhia verdadeira = a alma sarada.
Seja meu 'band aid'...
Entre, sente-se, tome um café comigo, seja companhia pro meu coração.
"Tiritas pa este corazón partío" ?
...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Permita-me te amar
Num dos diálogos entre os meus eu's, descobri coisas a meu repeito que sequer teria imaginado algum dia.
Meu coração é masoquista!
Sim, ele só existe se sofre. E eu só sei que habita em mim, um órgão que bate, quando ele apanha.
Complexo isso? Talvez. Engraçado? Acho que não.
Mas é que isso faz um sentido danado dentro de mim.
Às vezes me esqueço que ele existe, simplesmente por que ninguém mais mora lá. Mudaram-se todos os inquilinos.
Devolveram as chaves, e disseram que não voltarão.
Por isso o esqueço.
Percebi que é preciso mante-lo ocupado,alugado, pra que eu o perceba, pra que eu o escute, pra que eu o note.
Assim vazio, calado, não há o que falar sobre, não há o que sentir, não há o que escrever...
E esse período congelado, incomoda, e mesmo calado, grita.
Grita e pede socorro ao primeiro que passar na rua, ao primeiro que ousar se aproximar um pouco mais.
"Socoooorro, permita-me te amar?"
Sim, é isso que o silêncio do meu coração grita. Ele tem necessidade de amar,até mais que ser amado.
Ele sente que ser amado, é a recompensa do amor liberado por ele.
E isso é o de menos quando se tem um inquilino morando ali.
'Permita-me te amar? Permita-me existir novamente? Permita-me ser notado? Permita-me ter o que falar?'
Permita-me,permita-me... Terminou sussurrando ele em uma de nossas conversas.
Coração que grita calado. Coração que implora para ser habitado.
Coração masoquista, quer sofrer para sentir-ser vivo. Quer apanhar para ver que ainda existe.
Um paradoxo que só faz sentido pra ele.
Não tente entende-lo. Assim como eu, você não o conseguirá.
Simplesmente permita-o.
Permita-o existir. Permita-o ter o que falar.
Permita-o.
Permita-me.
Permita-nos ser.
Permita-nos coexistir.
Mude-se pra cá com mala e cuia, e me entregue as chaves para não corrermos o risco de perder mais um inquilino.
Fique, e ganhe o direito usucapião do meu coração.
Permita-me te amar.
Meu coração é masoquista!
Sim, ele só existe se sofre. E eu só sei que habita em mim, um órgão que bate, quando ele apanha.
Complexo isso? Talvez. Engraçado? Acho que não.
Mas é que isso faz um sentido danado dentro de mim.
Às vezes me esqueço que ele existe, simplesmente por que ninguém mais mora lá. Mudaram-se todos os inquilinos.
Devolveram as chaves, e disseram que não voltarão.
Por isso o esqueço.
Assim vazio, calado, não há o que falar sobre, não há o que sentir, não há o que escrever...
E esse período congelado, incomoda, e mesmo calado, grita.
Grita e pede socorro ao primeiro que passar na rua, ao primeiro que ousar se aproximar um pouco mais.
"Socoooorro, permita-me te amar?"
Sim, é isso que o silêncio do meu coração grita. Ele tem necessidade de amar,até mais que ser amado.
Ele sente que ser amado, é a recompensa do amor liberado por ele.
E isso é o de menos quando se tem um inquilino morando ali.
'Permita-me te amar? Permita-me existir novamente? Permita-me ser notado? Permita-me ter o que falar?'
Permita-me,permita-me... Terminou sussurrando ele em uma de nossas conversas.
Coração que grita calado. Coração que implora para ser habitado.
Coração masoquista, quer sofrer para sentir-ser vivo. Quer apanhar para ver que ainda existe.
Um paradoxo que só faz sentido pra ele.
Não tente entende-lo. Assim como eu, você não o conseguirá.
Simplesmente permita-o.
Permita-o existir. Permita-o ter o que falar.
Permita-o.
Permita-me.
Permita-nos ser.
Permita-nos coexistir.
Mude-se pra cá com mala e cuia, e me entregue as chaves para não corrermos o risco de perder mais um inquilino.
Fique, e ganhe o direito usucapião do meu coração.
Permita-me te amar.
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