Porque essa capacidade, infinita, de se encantar com as belezas da vida, carece de um Canto específico.
domingo, 29 de junho de 2014
Sen-ti (dos)
O Asteroide adormeceu e com ele adormeceram também meus sentidos.
Sinto-os adormecidos dentro, sonhando por um dia acordarem do pesadelo de se prenderem em sonhos.
Sentidos claustrofóbicos, ansiosos pra saírem, voarem livres das prisões de devaneios.
Engolidos à seco na primeira tentativa de se fazerem livres.
Seco, rasga, sangra, de dentro pra dentro de um labirinto de pesadelos.
Pesados. Toneladas deles.
Minha estatura não me permite aguentá-los.
Meu psicológico não me permite sustentá-los.
Não tem despertador interno que possa despertá-los.
Permanecem imóveis, com um silêncio ensurdecedor me torturam.
E eu, já sem forças me rendo.
Bandeira branca de mim, para mim mesma.
Sentidos. Senti-los. Sent-idos.
Sent-ir.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Feita de pas-sados...
Engana-se quem pensa que somos feitos e construídos no hoje, no presente, no aqui/agora.
Todos temos uma história para contar, a história das nossas vidas. Uns mais breves que outros, mas sim, somos feitos de tijolos de ontem’s .
Dia após dia construímos isso que chamamos de vida.
“Vida: do latim, vita; o período que decorre entre o nascimento e a morte”
Durante esse período aprendemos, crescemos, estudamos, conhecemos pessoas, nos decepcionamos com umas, nos surpreendemos com outras. Choramos, rimos, perdemos e ganhamos coisas, pessoas, dias.
Dias...
O passar dos dias nos constrói , nos descontrói, nos molda...
O passar dos dias nos faz sermos o que fomos ontem, no que somos hoje, porém melhores. (nem todos, alguns não se permitem melhorar)
Encontre alguém que o ame, mas que acima de tudo ame seu passado. Porque é dele que você é feito, e não de hoje!
Encontre alguém que consiga aceitar todas as pedras do seu caminho, que saiba conviver com o cheiro das rosas e com o espetar dos espinhos.
Encontre alguém que ao se deparar com os seus espinhos saiba, e queira se encaixar neles e porque não ser espetado por eles?!
Não há roseira que não os possua. Não há porco-espinho que não os tenha, e os tendo fique sozinho. Sempre existe aquele que se permite ser junto com o outro. (Porco-espinho/passado-espinho. )
Sempre existe aquele que paga o preço das rosas convivendo também com os espinhos.
Encontre ESTE alguém!
Meu passado é meu e faz parte da minha história.
E eu vou olhá-lo sempre com a dignidade que ele merece!
Tem muito de mim lá, e muito dele aqui, todos esses dias me construíram e me moldaram da forma que sou hoje.
Sou feita de passados...
...e quem não é?
O segundo de agora, daqui a pouco vai ser passado, e assim sucessivamente construímos nossa história.
E embora tudo se faz novo no hoje, no agora, nós somos mesmo feitos do segundo que já não é, que foi... de ontem's.
Fui.
Sou.
Fui novamente.
Sou.
Paz-sou!
“Vida: do latim, vita; o período que decorre entre o nascimento e a morte”
Durante esse período aprendemos, crescemos, estudamos, conhecemos pessoas, nos decepcionamos com umas, nos surpreendemos com outras. Choramos, rimos, perdemos e ganhamos coisas, pessoas, dias.
Dias...
O passar dos dias nos constrói , nos descontrói, nos molda...
O passar dos dias nos faz sermos o que fomos ontem, no que somos hoje, porém melhores. (nem todos, alguns não se permitem melhorar)
Encontre alguém que o ame, mas que acima de tudo ame seu passado. Porque é dele que você é feito, e não de hoje!
Encontre alguém que consiga aceitar todas as pedras do seu caminho, que saiba conviver com o cheiro das rosas e com o espetar dos espinhos.
Encontre alguém que ao se deparar com os seus espinhos saiba, e queira se encaixar neles e porque não ser espetado por eles?!
Não há roseira que não os possua. Não há porco-espinho que não os tenha, e os tendo fique sozinho. Sempre existe aquele que se permite ser junto com o outro. (Porco-espinho/passado-espinho. )
Sempre existe aquele que paga o preço das rosas convivendo também com os espinhos.
Encontre ESTE alguém!
Meu passado é meu e faz parte da minha história.
E eu vou olhá-lo sempre com a dignidade que ele merece!
Tem muito de mim lá, e muito dele aqui, todos esses dias me construíram e me moldaram da forma que sou hoje.
Sou feita de passados...
...e quem não é?
O segundo de agora, daqui a pouco vai ser passado, e assim sucessivamente construímos nossa história.
E embora tudo se faz novo no hoje, no agora, nós somos mesmo feitos do segundo que já não é, que foi... de ontem's.
Fui.
Sou.
Fui novamente.
Sou.
Paz-sou!
domingo, 26 de janeiro de 2014
Acalmemos nossas almas.
Que o tempo age como ele tem que agir;
calmo, suave, quase frio,
porque ele é assim, e quando corre,
esquenta, aquece, une.
Que ele cure o que tiver que curar.
Traga o que nos faz bem,
mas que leve com ele o que já não nos acrescenta.
Que ele corra, livre e solto,
para o abraço de almas aquecidas calmas e serenas.
calmo, suave, quase frio,
porque ele é assim, e quando corre,
esquenta, aquece, une.
Que ele cure o que tiver que curar.
Traga o que nos faz bem,
mas que leve com ele o que já não nos acrescenta.
Que ele corra, livre e solto,
para o abraço de almas aquecidas calmas e serenas.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu ♫♪
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Morfina para os excessos de faltas...
O lado ruim dos relacionamentos é que eles acabam.
Como tudo em mim só existe em excesso, sua estadia dentro de mim
também é.
Você me ocupa todos os espaços, da cabeça, do coração, está na
minha corrente sanguínea, nas células...
Não me sobra nada, como um vírus que se alastra pelo corpo,
você se alastrou dentro de mim. Tenho metástase de você, e não tem Morfina que
cure a dor de ter em excesso dentro, e não te possuir.
Inspiro e aspiro você o dia todo, e quando eu durmo você
está nos meus sonhos-pesadelos.
Acordo suada, em desespero saio em busca de esquecer sua presença noturna dentro da minha cabeça.
Acordo suada, em desespero saio em busca de esquecer sua presença noturna dentro da minha cabeça.
Tento me distrair olhando pro céu azul, mas azul era nossa cor
preferida e de repente as nuvens no céu desenham seu rosto, e o vento que
sopra, sopra seu cheiro em minhas narinas.
Os pássaros cantam, e a melodia me conduz até a nossa
música, e olha que eu nem entendo de músicas, era você que fazia isso e fazia
tão bem...
Me fazia bem.
E hoje tudo dói, cada lembrança dói; o coração e todos os
músculos do meu corpo.
A metástase está me levando de mim.
Novamente.
Uma vez que
você já me levou quando soltou da minha mão e permitiu que eu saltasse do 20°
andar sem suas asas de Borboleta pra me colocar segura no chão.
E hoje, além de morrer de metástase de você, morro também do
impacto do meu corpo com o chão.
O lado ruim dos relacionamentos é que eles acabam.
Acabam com quem fica com os excessos.
Me acabei;
Morri;
de novo.
Status: Aguardado meu tempo de Fênix pra renascer das
cinzas.
E por falar em cinza, cadê as cores dos meus dias?
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Transbordando você
É quando não caibo dentro de mim que me deságuo por aqui.
Os meus excessos já são tantos que quase não consigo mais me
expressar. Abro e fecho o editor, tento organizar em mim todos os sentidos
escondidos que anseiam ser ditos-livres.
Transbordo.
Transbordo em dizeres embutidos, me transbordo de dentro pra
dentro de um nó’s que só existe no mundo das ideias.
E como queria que fosse tudo real, que as nossas ruas se
encontrassem num cruzamento movimentado.
Como queria que fosse possível parar o tempo num de nossos
encontros.
Ainda que seja no “oi, como você esta?” “A tá tudo muito corrido...”
Como queria que seu tempo corrido parasse no meu, pra
descansar nos meus braços e adormecer ao meu lado.
Por mais que abstraia, que distraia, entre um pensamento e
outro é sempre em você que eu paro.
Mas o tempo é traiçoeiro e passa rápido demais.
Quando eu vejo, o presente ao seu lado já se tornou
“pretérito-imperfeito”, e novamente me encontro no mundo das ideias, onde tudo
é perfeito.
E tenho sonhado com sua ‘perfeição’, com seu sorriso, com
seu pequeno abraço.
Mas é que mesmo pequeno eu caibo tão bem dentro dele, que
poderia morar aí pro resto da minha vida.
E é entre uma noite insone e outra, que te encontro nos meus
excessos de cruzamentos movimentados aqui dentro.
E percebo que tem trasbordado você dentro de mim.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Com o olhar do outro
Compartilhando insônias...
Tinha nos olhos uma esperança infindável, olhos de querer que o mundo inteiro coubesse em suas mãos.
Ah, aqueles olhos, olhos estes que desejavam ver todos os pores do sol e todos os nasceres da lua para sentir que, dentro de seu peito havia ainda um coração que tilintava.
Sentia, e ah! Como sentia.
Sentia não caber dentro de si a vontade de conhecer o mundo, sair sem rumo, pra um lugar qualquer. Conhecer a bagunça de outras pessoas, já cansada de sua própria.
Tantas vezes fechou a porta das suas próprias vontades, ora por achá-las tolas, ora por medo de errar. Mas, errar é humano, lhe disseram.
Não gostava da sensação de errar, sentia que lhe atrasava a vida, até que caiu na real de que a vida é construída em cima dos erros. Amadureceu, cresceu, amadureceu mais e continua na ânsia de viver coisas que pensa estarem longe de seu alcance, aqueles sonhos que só conta para o travesseiro.
À noite sempre lhe é mais agradável, o silêncio lhe conforta, o manto de estrelas lhe abraça e lhe coloca para dormir. Sente como já disse que todos os dias são uma oportunidade de fazer tudo diferente, tudo mudar, tudo de novo (talvez), tudo de tudo um pouco.
Sente que a liberdade e aconchego possam estar na ponta de um lápis de cor rabiscando um sol amarelo numa folha de caderno.
E, por último, aqueles olhos enxergam um futuro no qual poucos lhe atribuem.
Os mesmo olhos dos quais por diversas vezes não precisam de palavras que os traduzam, falam por si só. E, sempre que a noite cai, e seus olhos não conseguem mais enxergar, ouve o som do seu coração sufocado falar bem baixinho: “acredite, tudo vai dar certo!”. Então adormece.
Amanhã é um novo dia afinal.
Das Insônias alheias...
Tassiana Garcia-Alma de artista, coração de poetiza. <3
Tinha nos olhos uma esperança infindável, olhos de querer que o mundo inteiro coubesse em suas mãos.
Ah, aqueles olhos, olhos estes que desejavam ver todos os pores do sol e todos os nasceres da lua para sentir que, dentro de seu peito havia ainda um coração que tilintava.
Sentia, e ah! Como sentia.
Sentia não caber dentro de si a vontade de conhecer o mundo, sair sem rumo, pra um lugar qualquer. Conhecer a bagunça de outras pessoas, já cansada de sua própria.
Tantas vezes fechou a porta das suas próprias vontades, ora por achá-las tolas, ora por medo de errar. Mas, errar é humano, lhe disseram.
Não gostava da sensação de errar, sentia que lhe atrasava a vida, até que caiu na real de que a vida é construída em cima dos erros. Amadureceu, cresceu, amadureceu mais e continua na ânsia de viver coisas que pensa estarem longe de seu alcance, aqueles sonhos que só conta para o travesseiro.
À noite sempre lhe é mais agradável, o silêncio lhe conforta, o manto de estrelas lhe abraça e lhe coloca para dormir. Sente como já disse que todos os dias são uma oportunidade de fazer tudo diferente, tudo mudar, tudo de novo (talvez), tudo de tudo um pouco.
Sente que a liberdade e aconchego possam estar na ponta de um lápis de cor rabiscando um sol amarelo numa folha de caderno.
E, por último, aqueles olhos enxergam um futuro no qual poucos lhe atribuem.
Os mesmo olhos dos quais por diversas vezes não precisam de palavras que os traduzam, falam por si só. E, sempre que a noite cai, e seus olhos não conseguem mais enxergar, ouve o som do seu coração sufocado falar bem baixinho: “acredite, tudo vai dar certo!”. Então adormece.
Amanhã é um novo dia afinal.
Das Insônias alheias...
Tassiana Garcia-Alma de artista, coração de poetiza. <3
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